sábado, 10 de setembro de 2011

O TEMPO MUDOU EM CAMPO GRANDE – AGORA FAZ FRIO



Depois da barca de ontem hoje nós levantamos hoje as 9 h, que delicia gente!! Como é bom curtir preguiça!!! O ritual do desajuno foi o mesmo, comemos as frutas no Hotel e fomos, debaixo de uma garoa fina, para o Mercado Central comer uma ¨chipa¨ com café.
Quando saímos de lá a chuva se intensificou e acabamos tendo que correr de marquise a marquise até chegar no Hotel e, claro, molhados. Dali fomos à Loja da BMW ver a moto do Aluíldo que já confirmou que vai ser retirada amanhã de manhã, antes das 9h.
Por outro lado, a moto do Abdiel ainda esta sendo arrumada, como vocês podem ver pela foto e acreditamos que ela não ficará pronta pela manhã, o que comprometerá a nossa saída. E, pra variar o almoço foi na casa da Irma – Gente, como podemos manter a forma desse jeito??? Comemos um carreteiro feito pela Cleunice, ela é uma índia Terena e cozinha muito bem!!! O feijão que ela fez é fantástico!! Que o diga o Aluíldo – comeu que passou mal!!!
No resto da tarde ficamos praticamente a disposição da moto do Abdiel, acompanhando de perto os serviços que estão sendo feitos nela.
A noite, o Aluíldo resolveu ficar no Hotel porque estava ainda de ressaca da viagem da madrugada e sem ter feito digestão do almoço – Isso que dá abusar!!! O Abdiel e eu fomos para uma casa noturna chamada ¨Cachaçaria Brasil¨ de propriedade do meu sobrinho – Tomezinho.
O local é bem agradável, com música ambiente e servem um rodízio de escondidinho bem saboroso, assim como vários petiscos adequados para acompanhar uma boa bebida. Como não somos muito da noite, 11h já estávamos de volta ao Hotel e torcendo para que tudo se resolvesse logo e assim pudéssemos começar nossa aventura rumo ao vulcão Vila Rica.
Amanhã, com a graça de Deus, já estarei postando de Foz do Iguaçu.
Beijos a todos.

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

IRMÃO, AMIGOS E MOTOS

Hoje tiramos o dia para verificar como estão as motos (do Abdiel e do Aluildo). Passamos quase a manhã toda na Loja ¨El Camino¨ especializada em Harley-Davidson e pelo panorama, acho que só vamos começar a nossa aventura no sábado. Por favor, tenham paciência e não nos abandonem!!!
Tivemos o prazer de encontrar aqui a Ivonete (Deca) e junto com o meu irmão mais velho, o Tomé e o meu sobrinho, Tomezinho, fomos almoçar numa churrascaria próxima ao Shopping Campo Grande. O local é bem agradável, recomendamos o ¨Khalil¨ como uma boa opção para quem vier a esta cidade.

Estar de férias realmente é relaxar e curtir coisas do cotidiano que normalmente passam ao largo e que na verdade nos dá muito prazer como, por exemplo, comer um cachorro quente no meio da rua às 11h da noite!! Principalmente numa excelente companhia!!! Ontem ficamos com preguiça de sair e tudo o que conseguimos foi ir num trailer de cachorro quente e matar a nossa fome.
Esta noite fomos a uma casa noturna, o ¨MIÇA¨ onde o pessoal dança as músicas típicas desta região. O show começa com o pai-nosso cantado e depois vem a perdição!!! Tem um grupo de dançarinos – moças e rapazes – que pegam os clientes para dançar e o Abdiel não escapou. Olha como a gatinha ensina bem!!!!
Bom, para concluir, apesar de todo charme que ele jogou em cima dela, acabou voltando para o Hotel comigo, KKKKkk!!!!
Encontramos também um casal de amigos dos velhos tempos – A Graça e o Inaldo – Ele é da Policia Federal (aposentado). Marcamos também para encontrar lá na MIÇA o Leandro e a Luciana, nossos amigos, que nos foi apresentado pela Cristina e Everson Pini e, que tivemos o prazer de vir assistir o casamento deles no ano passado. Foi uma noite muito agradável.!!!!
Esperamos iniciar nossa aventura amanhã!!!!
Beijo a todos que nos acompanham.

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

INICIO DE UMA NOVA AVENTURA: PUCÓN NOS ESPERA


Oi Pessoal,

Cá estamos nós começando uma nova viagem de moto com destino a Pucón-Chile onde pretendemos conhecer o vulcão Vila Rica. Antes, claro, fizemos uma conexão em Brasília e pudemos dar um beijo em nossa filhota Anie, que por sinal, vai fazer muita falta nesta jornada.
Hoje, após descansar da longa viagem, fomos passear pelo Mercado Municipal aqui de Campo Grande e comer uma “chipa”, comida tipica Paraguai e muito parecido com pão de queijo que acompanhado de um café preto é imperdivel!!!
Depois, por não ter o que fazer, fomos assistir ao desfile de 7 de Setembro e esperar o telefonema de nossa amiga Irma, uma pessoa muito especial que sempre que passamos por aqui para pegar a moto ela nos dispensa uma atenção impar, eu diria, impagável.
Fomos passar o dia com ela e sua familia no sitio deles, próximo da cidade. O dia foi de muita preguiça regada a wisky, cerveja e vinho acompanhados de um maravilhoso risoto de gorgonzola e maminha temperada com ervas finas – Valeu cada minuto!!!
Quando eu a vi cozinhando com aquela facilidade fiquei com inveja, tudo parecia tão fácil e ela sempre se propondo a me ensinar os macetes para essa elaboração tão sofisticada. Só a noite, no caminho de volta é que ela me contou que fez um curso especifico para o preparo de Risoto no SENAC – Assim até eu. Mas valeu a dica – vou fazer o mesmo e depois chamarei os amigos para dar palpites.
Gostei, também, da casinha na árvore que ela mandou construir para o neto dela brincar. Já faz tempo que eu quero fazer o mesmo lá em casa. Acho que a molecada vai gostar.
Retornamos ao Hotel as 8h da noite e amanhã vamos pegar a Moto na Concessionária e checar se está tudo bem para o inicio da viagem que deverá ocorrer dia 10, após a chegada do Aluildo.
Gente, vocês sabiam que hoje (7 de Setembro) faz exatamente 35 anos que eu sai daqui de Campo Grande rumo a Porto Velho?? E estar aqui nesta mesma data me fez relembrar tantas coisas. Nostalgia.... coisa de véio!!!
Amanhã daremos notícias a vocês. Beijos a todos

terça-feira, 5 de abril de 2011

A MAIOR LOUCURA ATÉ AGORA

Queridas pessoas que lêem e não comentam
Queridas pessoas que lêem comentam, mas não se identificam


Saímos de Cusco com destino a Nasca, pois é o ponto intermediário a Lima, nosso destino final, antes de entrar na loucura cometida, tenho que contar uma historinha que ocorreu.

Acordamos de manhã cedo, por volta das 5hs da manhã pois o caminho era longo, depois de percorrer vários km de manhã resolvemos parar para almoçar, logo após o almoço, o Katatal insistiu de maneira muito incisiva que queria dormir naquela pequena cidade, não entendemos o porque disso.

Quando estávamos saindo da cidade se viu um pequeno prédio com a fachada “Camal Municipal”, o Kata quase pirou, quis ficar a todo custo, pois a noite tinha sessão, sabe como é ele é tarado pelo trabalho dele hehehhehhe.


Agora falando sério, o que no começo se apresentou como um prazer, posteriormente além de se mostrar como um tormento, passou a ser um risco.


A quantidade de curvas nesse trecho era absurdamente demasiado, mal acabava uma curva começava outra, o que para os motociclistas era muito cansativo, além da quantidade, as curvas eram muito acentuadas, eram tão fechadas que Abdiel pai chegou a decorar a placa da própria moto, eu por minha vez bati umas duas vezes a carretinha (pipoca) na porta lateral traseira hehehe.

Além das curvas, esse trecho era cheio de animais soltos, que a todo tempo nos surpreendiam, as carretas com duplo eixo nas mencionadas curvas fechadas invadiam a pista contrária, o que por vezes jogam a gente fora da pista ou nos obrigava a parar inteiramente na pista.

As descidas e subidas eram decoradas com grande quantidade de pedras pequenas, médias e grandes, as chamadas “zonas de derrumes”, que independente de qual delas, caso não se desviasse acabaria com a viagem, outra situação que merece comento são a grande quantidade de água corrente advinda das montanhas, que por vezes fazia as motos e camionete aquaplanar, determinado momento encontramos até gelo na pista, quase quase que sou jogo fora.



Por volta de umas 17hs chegamos a cidade de Puquio onde abastecemos, o cansaço era geral, todos exaustos, porém tal cidade era pequena com pouca infraestrutura, assim alguns queriam ficar nesta, outros queriam chegar a Nasca, diante disso foi feito votação cujo resultado foi chegar a Nasca, com voto de minerva do Abdiel pai, nem me deram direito a voto, só porque eu to de carro, acho isso uma sacanagem.

De Puquio para Nasca eram apenas 160km, porém devido a quantidade de curva, bem como as demais adversidades já citadas a duração da viagem nesse trecho foi de 2h30min, pois além do já citado, havia o frio, especialmente para o Alexandre que não tem aquecedor de manopla, uma hora o encontrei parado no acostamento com as mãos no escapamento da moto, e a escuridão, que aumentava ainda mais o perigo.


Nesse trecho de Cusco a Nasca não havia a margem das pistas, aquela proteção depois do acostamento, aquela que impede a gente de passar direto, e acabamos comentendo a besteira de olhar para baixo, gente, era uma pirambeira de uns 1.500m de queda livre, ou seja, tínhamos que ser perfeitos nas curvas, pois se errássemos teríamos que acionar os pára-quedas, ai Meu Deus, lembrei a gente não tinha pára-quedas.

Graças a Deus conseguimos chegar a salvos em Cusco, todos muito cansados, em especial Abdiel pai, que nem se deu o trabalho de sair pra jantar, pediu comida no quarto pelo serviço de quarto (EU).

Os demais saíram para ligar para seus respectivos, e por um acaso, todos jantaram num restaurante chinês, levei um chineszinho pro meu pai, que jantou e voltou a dormir, amanhã rumo a Lima.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

O pico de nossa viagem - Machu Picchio

Queridas pessoas que lêem e não deixam nenhum comentário,

Por volta de umas 06 horas da manhã acordamos, preparamos as mochilas, tomamos café da manhã e aguardamos o guia chegar no Hostal para nos buscar e levar a Machu Picchio.

Dito e feito as 7hs o guia estava lá, nos deu algumas instruções pegou o nome de todo mundo, e falou para que escolhêssemos o nome do grupo, foi nessa hora que o grande Katatal teve uma idéia de homenagear um de nossos companheiros, e deu o nome do grupo de Shopping Center, pelo motivo explicado no post passado.

A bandeira que deveríamos seguir era de cor azul, ou como chamamos aqui de “coloro celeste”, que estava amarrada na ponta de um grande guarda-chuva.

Pegamos um ônibus rumo à Machu Picchio, a viagem levou cerca de uns 45min, até chegarmos ao pé da montanha dos Incas.

Como estava chovendo, todos nós tivemos que vestir de capa de chuva que normalmente era vendida na hora, nosso destaque foi o Alex que, como não podia deixar de ser, comprou uma capa cor-de-rosa, a cara dele, esse pessoal do MT gosta de rosa, eu tava de azul, Abdiel pai de laranja e os demais de preto.


Guardamos nossas coisas no guarda volume, fomos ao banheiro e passamos pela catraca da montanha, e adivinhe o que aconteceu? Perdemos alguém no caminho.

Dessa vez perdemos o Katatal, gente ele sumiu, todos de capa de chuva uma igual a outra, e tem mais achar aquele baixinho na multidão é difícil demais, principalmente se ele estiver para cima de nós qualquer joelho esconde ele.


Depois de muito gritar por ele, até cogitamos abandonar o grupo e contratar um novo guia para esperá-lo, mas resolvemos subir e caso não o encontra-se lá em cima iríamos voltar para procurá-lo em baixo.

Subimos, pessoal das duas uma ou nosso preparo físico está zero ou a subida era muito íngreme ou ambos hehehehe, depois de uns 15 a 20 cm de língua pra fora chegamos e na parte plana deu para encontrar o baixinho.

O nosso grupo foi repartido em dois e acabamos ficando com um guia que não queríamos, pois ele fala espanhol muito rápido e o Everson não entendia nada, além do que pensa num cara ressentido, demonstrava claramente sua xenofobia por espanhóis e americanos, cujo motivo a própria história explica.

Iniciado o passeio e explicações.

Cara o visual, as sensações são indescritíveis, segundo Abdiel pai as pernas chegam a doer só de olhar para baixo, aí você passa a imaginar o que é morar num lugar como aquele, é incrível, fora as questões científicas desenvolvidas por eles na área da agricultura, astronomia, engenharia etc, é tudo muito misterioso e intrigante.


Já a questão religiosa também é muito acentuada, visto que cada pedra, cada formato tem uma questão religiosa envolvida, tanto que crêem que lá era uma espécie de monastério.

Deve-se registrar que o dia estava chuvendo e com muita neblina, a visão era maravilhosa, mas para tirar fotos não fica muito bom.

Lembram que comentei nossa bandeira guia estava amarrada num guarda-chuva, como começou a chover nosso guia abriu o guarda-chuva e dependendo do ângulo que estivesse não dava pra ver a bandeira, vale lembrar que tinham vários grupos, umas mil pessoas lá em cima, todos de capas de chuva e guarda-chuvas abertos, tá bom chega de desculpa, eu e meu pai nos perdemos do restante do grupo.

Quando reencontramos o grupo, percebemos a falta de algumas pessoas, por exemplo, o Alex, o Alexandre, o Katatal e o Everson, ou seja, não tinha ninguém com o guia, acho que ele era muito chato, ou todo mundo se perdeu mesmo.

Assim, findo o passeio, Abdiel pai e eu descemos para almoçar, tínhamos duas opções um restaurante muito chique e caro e uma lanchonete bem mais barato, lógico que optamos pela lanchonete, que descobrimos não ser tão barata assim, gastamos uns R$ 80,00 com dois sandubas e refrigerantes.

Terminado nosso almoço (lanche na verdade) vimos de longe o Alexandre descendo sozinho da montanha, e descobrimos que ele havia se perdido do pessoal, assim, ele almoçou e ficamos esperando o restante do povo.

Olha, vou lhe falar uma coisa bem séria, nunca estive tão orgulho de mim e de meu pai, nesse almoço sentou-se na mesma mesa um casal de irmãos Austríacos e um casal de Alemães que moravam no Canadá, começamos a conversar em Inglês e Espanhol, sobre todos os tipos de assunto, política, direito, saúde, economia tudo, salientando que a comunicação entre todos foi muito clara.




Ou melhor, quase clara, determinado momento, as palavras em inglês e espanhol fugiam e os quatro começavam a falar em alemão, aí eu e meu pai ficávamos boiando, mas não mais do que o Alexandre que só entendia espanhol, foi muito legal.

Esperamos pelos meninos até umas 15hs , quando tivemos quer ir embora sem eles, pois nosso trem partia às 16h 30min, pegamos nossas coisas no Hostal e fomos para o embarque, quando chegamos lá, como esperado, eles já estavam lá.

Descobrimos que nosso desencontro se deu por diferença na classe social, como eles são mais ricos e chiques que nós, foram comer naquele restaurante, pagaram U$ 35,00 (trinta e cinco dólares), uns R$ 60,00 cada um, e não esperam pela gente foram embora direto por volta de 13hs.

Vamos abrir um parêntese aqui, contratamos um pacote turístico completo, com tudo pago, os ônibus, a van, o trem, entrada, hospedagem, tudo menos a alimentação, mas quando encontramos o cara da van, que era outro que não o que havia nos deixado, esse gentil senhor quis nos cobrar 70,00 soles de cada um de nós para nos levar de volta ao Hotel em Cusco, deu uma de espertão.

Gente, o bicho pegou, fomos pra cima dele com nosso vasto portanhol, depois de muita briga, e ameaças de chamar a Polícia Turística e nos levou de graça, mas se fossemos um pouco mais passivos ele teria conseguido o que queria, isto é, enganado os trouxas.

Ao chegar no Hotel em Cusco descobrimos como o clima mágico de Machu Picchio muda as pessoas, é tão divino que torna-as desapegadas as coisas materiais, por exemplo, eu perdi meus óculos e o Alexandre perdeu os óculos escuros do filho dele e a máquina digital da mulher dele, vai apanhar quando chegar em casa.


Durante a viagem na van, eu e o Kata ficamos no banco de trás, logo acima dos pneus, e viemos sacudindo de lá até Cusco, por mais de 2hs, chegamos nas últimas, passando muito mal, assim, na hora de jantar a gente não deu conta, e olha que pra eu dispensar jantar é difícil, assim, ficamos no Hotel e os meninos saíram foram jantar num dos restaurante da Praça de Armas, disseram que foi muito bom.

Assim, mais um dia chega ao fim, amanhã poremos o pé na estrada novamente, rumo a Nasca, depois eu conto essa história.

quarta-feira, 30 de março de 2011

ÁGUAS CALIENTES

Mais uma vez pensei que havia contado tudo do dia, mas vem a noite e me surpreende, como fomos almoçar tarde, acabamos indo jantar tarde também, nosso companheiro Alexandre, que já fez esse passeio anteriormente, nos indiciou um Shopping, lugar onde ele havia comprado em outra oportunidade, um perfume para sua esposa.

Pegamos um táxi, que diga-se de passagem é muito barato, pois para percorrer longas distâncias não se gasta R$ 3,00, e fomos em busca do falado Shopping, os taxistas nos levaram a um feirão, tipo a Feira do Paraguai em Brasília, tipo o Camelodromo de Porto Velho, ninguém sabia de outro Shopping na cidade, depois descobriu-se que se tratava de uma galeria de dois pisos.

Até que foi bom, o Alexandre comprou um “pisante” catterpillar e eu comprei uma mala nova, pois a minha já estava me abandonando.

Na manhã seguinte, preparamos uma pequena mala para passar um dia e o restante da tralha ficou no Hotel, tudo pronto para irmos à Machu Picchio, pegamos um van por cerca de 1h e meia para chegar a estação de trem, caminhamos uns 20 min para chegar ao trem, a viagem de trem durou mais umas 2hs e chegamos a cidade de Águas Calientes.





Durante todo esse percurso tanto de van, quanto de trem as paisagens eram lindas, paisagem montanhosa, vales, corredeiras, picos congelados etc.


Nos hospedamos no Adela´s Hostal, mas esse era muito bom, tinha vista para as corredeiras dos rio, aquele sonzinho de chuva e temperatura agradável, muito bom o hostal.

Chegamos, nos hospedamos, largamos as coisas e fomos almoçar, já prontos para irmos às piscinas termais, nesse almoço eu fui o único que teve coragem de encarar o Cuy, é um roedor, uma espécie de preá, porquinho da índia, alguma coisa assim, serviram-no frito, mas não gostei muito, faltou tempero.




Vocês lembram daquela propaganda? “360km, 360km para um pouquinho, descansa um pouquinho 359km”, pois é foi exatamente isso, para chegar as águas termales era necessário fazer uma grande subida, muito íngreme e ao longo dessa caminhada tinha vários bancos para descanso, acho que sentamos em todos hehehe.


Mas valeu a pena, são várias piscinas de água naturalmente quentes, sendo que cada uma com uma temperatura, muito relaxante, estava chovendo, então ninguém conseguia sair da água, pois o frio era muito, depois de umas duas horas resolvemos sair, Abdiel pai que não tem juízo saiu da piscina quente e se enfiou de baixo de uma bica de água a 0ºC, eu que morri de inveja fiz o mesmo, quase tive um treco, arrepiou até os cabelos do...


A noite eu fui as compras, gastar todos meus soles, com lembranças pra minha mulher e filho, enquanto os meninos foram fazer uma massagem e jantar, dizem que a massagem foi muito boa e o jantar melhor ainda, eu tomei uma sopinha e fui dormir, pois no dia seguinte a caminhada para Machu Picchio era grande.

Amanhã tem mais histórias

CUSCO - O Inimigo agora era outro!

Queridos leitores,

Continuo sem criatividade para títulos, meu medo é só alguma cobrança por direitos autorais, mas vamos mesmo assim.

Depois de uma boa noite de sono na aconchegante Marcapata, nos preparamos para sair, e pelos mesmos motivos, nada de banho, “male mal” escovaram os dentes, quem mais arriscou fui eu que molhei o cabelo para pentear hhheehehe

O dono do hostal, mas uma vez se aproveitou de nós, dessa vez foi no café da manhã, cobrou valores que não foram cobrados em hotéis de primeira, mas tudo bem, naquela circunstância não tinha muito o que se exigir.

Enquanto comiamos reparei no café da manhã servido as pessoas que também comiam ali, em especial nas crianças que se alimentavam antes de ir pra escola, dá uma olhada no prato, arroz (muito arroz), ovos, e muito abacate com sal, eu achei um tanto quanto diferente.


Seguimos à Cusco, no caminho encontramos a parte que havia nos impedido de prosseguir com nossa viagem, realmente sem qualquer chance de nós conseguirmos transpor aqueles obstáculos.

Passado o deslisamento o obstáculo agora era outro, pois para chegarmos a Cusco teríamos que enfrentar uma altitude de mais de 4 mil metros acima do nível do mar e temperatura de 5ºC.


Para nossos guerreiros de duas rodas foi mole, pois em nada influíram em suas vidas, contudo para um “gordito” de quatro rodas e vários pneus a altitude quase o matou.

Gente, vcs não tem noção de como passei mal, segundo meu pai eu estava amarelo, eu tive ânsia de vômito, azia, dor de cabeça, dor no fundo dos olhos, vertigem, tontura, dor no peito, tava quase morto, mas conseguimos chegar à Cusco.

Como desgraça sempre vem acompanhada quando chegamos a Cusco fomos atrás de Hotel, e adivinhe?
Me perdi do grupo, dessa vez aguardei contato pelo celular do Abdiel pai, imagine passando mal e esperando, até que chegou um mensageiro do hotel e me conduziu até o pessoal.

Como estava muito mal, nem as malas desci do carro, nem o estacionei, larguei tudo e fui deitar, tentar desmaiar num lugar confortável, foi aí que eu descobri as maravilhas da coca, foi exatamente o chá de coca que me fez levantar e querer cantar uma bela canção, gostei do trem hein!., mas ainda restava um pouco de dor de cabeça que foi curada com Sorojchi Pills que o Kata comprou pra mim.

O Kata por sua vez sofreu retardadamente com a altitude, pois após a chegada e o descanso, foi sua vez de passar mal, mas depois superou.


Já recuperados resolvemos almoçar, por volta de umas 5hs da tarde, quase uma janta, Abdiel pai e filho e o Everson resolveram enfrentar uma comida típica e comemos carne de alpaca, que eu nem sabia que era tão bonitinho senão não teria coragem de comer (até parece), já Alex, Alexandre e Katatal enfrentaram a truta, peixe que não é da região, mas se adaptou perfeitamente e hoje em dia é cultivado por aqui.


O centro de Cusco é lindo, com arquitetura rústica, boa comida, limpa, tudo de bom, e quando chega a noite fica ainda mais encantadora, muito bem iluminada e receptiva.



Tem gente do mundo inteiro nesse lugar, todos com o mesmo objetivo conhecer Machu Picchio, eivados do espírito de mochileiros que é contagiante em toda a cidade.

Vamos ver o que nos reserva o dia de amanhã.