terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Rumo a Puerto Maldonado



Conforme disse a vocês, fomos a Cobija - Bolivia comprar algumas coisas importantes para a viagem, tipo Whisky 21 anos e um em especial comprado pelo Bidinho – Royal Salute – 21 anos para festejarmos o aniversario dos dois – Pai e Filho – que será dia 28.02 e provavelmente estaremos na estrada, talvez chegando em Campo Grande-MS.
Particularmente acho algumas bebidas devem ser calmamente degustadas, primeiro porque embriaga rápido e segundo porque custa caro! Imagina a minha cara ao saber que o mesmo whisk com a idade do Abdiel custa mais de R$10.000, cheguei a conclusão que nessa vida eu só me daria ao luxo de tomar um whisk com a idade da Anie. Enfim, o único sexagenário que vai passar pela minha boca é o Abdiel mesmo.  



Atravessamos a ponte estaiada e seguimos rumo a Puerto Maldonado. A viagem transcorreu com uma certa tranqüilidade, apesar do tempo continuar fechado e com nuvens pesadas no céu. O Bidinho pilotando a Harley e sozinho porque a Mônica resolveu ir no carro de apoio pois não estava confiando no domínio dele sobre a máquina. Ele precisava criar intimidade com a poderosa e só depois aceitar uma garupa. O combinado seria de Porto Velho a Puerto Maldonado mas eu acho que ele vai viajar sem acompanhante na moto!! Vamos esperar!!





O Abdiel e eu na BMW, o Bessa e a Anisia na Vestron e o Haroldo e a Monica no carro de apoio.





Como era de se esperar, a chuva caiu torrencialmente e isso durou muito tempo em todo o nosso trajeto e atrapalhou um pouco a viagem porque o ritmo caiu e a tensão aumentou em razão da pista se tornar mais perigosa.



Mas como tudo isso faz parte da aventura, curtimos cada minuto até chegarmos na fronteira com o Peru, quando então começou aquela chatice das Aduanas, seja do
Brasil seja do Peru.
A principio parecia que nada poderia nos atrasar a não ser a própria burocracia tanto de um lado quanto do outro. De repente chegou a noticia que a mulher do Bessa, a Anisia já não poderia continuar a viagem porque não tinha documento de identificação, ela só trouxe sua carteira de motorista que não é aceita para viagens internacionais.



Largamos o que estávamos fazendo e fomos dar  apoio moral a ela que estava muito abalada com a noticia. O responsável pela Aduana brasileira, depois de inúmeras explicações resolveu deixá-la seguir e avisou que ela poderia ser barrada na Aduana Peruana.
Claro que não deu outra, ela não seguiria em frente. Precisavam ver a cara do Bessa, ele estava indignado, bravo e chegou a cogitar a possibilidade de colocar a Anisia num ônibus e mandar de volta pro Brasil, mas sua coragem não era tanta até porque ele estava  mais sujo que pau de galinheiro com ela.

Vocês acreditam e isso é verdade, na ultima viagem que fizeram de moto para o Nordeste ele precisou parar e abastecer e a Anisia foi comprar água, quando ela chegou perto da moto havia vários homens admirando a máquina e ela resolveu ficar mais afastada aguardando a hora de subir nela e para sua maior surpresa e incredulidade o Bessa ligou o motor, colocou a marcha e foi embora.  Ela, a principio, não quis acreditar e muito brava ficou esperando que ele retornasse, logo na primeira arrancada. Que nada!! O tempo foi passando e ele não aparecia.





Os homens que estavam perto da moto, constrangidos pelo que aconteceu tentavam consolá-la e contavam historias semelhantes que já havia ocorrido com eles e suas mulheres O dono do posto de gasolina decidiu ajudar e ligou para o posto da Policia Rodoviária Federal e falou com seu amigo que estava de plantão e pedir que abordassem o ingrato marido.




Quando ele se aproximava do posto, o policial já estava esperando por ele e deu sinal para ele parar.
Vejam esse dialogo:
- Senhor Bessa?
- Sim, sou eu.
- Seus documentos, por favor
- Pois não.
- Enquanto olhava o documento.....- O Senhor não esqueceu nada pra trás??
- Eu acho que não e você (olhando para traz) A NI SIA!!!   Cadê a minha mulher?? Seu guarda, minha mulher caiu da moto!!!
- HOMÊ (nordestino), você esqueceu sua mulher no posto de gasolina!! Volta e vai buscar!!

Vocês acham que depois disso ele teria coragem de colocá-la no ônibus e devolve-lá para Porto Velho?? Tinha que ser muito macho!!!
Inconformado resolveu lutar pela mulher e depois de muitas argumentações os policiais peruanos decidiram deixá-lá seguir adiante, afinal, ela era mulher dele e ele estava devidamente documentado!! Ele agradecido e ela se sentindo propriedade do marido!!!
Nesse meio tempo, fomos almoçar em Inapari, já no Peru e fomos ao restaurante Pelegrino, local onde já havíamos almoçado outras vezes. Se o estômago do viajante fosse muito exigente ele com certeza passaria fome. Eu estava de frente para a porta do restaurante e depois de uma longa espera finalmente a comida estava a caminho. O último a ser servido foi o Haroldo, e a mulher que trazia o prato tropeçou e quando o bife estava a caminho do chão foi literalmente aparado por uma mão rápida e ligeira que apoio o bife com a palma da mão e rearrumou o prato do cliente. Pelo que eu soube, estava saboroso.
Enfim, seguimos viagem e no final da tarde chegamos a Puerto Maldonado, não sem antes o líder Abdiel ter perdido a entrada para o Hotel numa pista federal com blocos de concreto no meio, o que levou todo o grupo a passar do local e fazer algumas peripécias até encontrar outra saída e a rua do Hotel (Cabana Quinta).
Por hoje é só!!



Boa noite

Vamos ter que abrir um novo horizonte, um novo céu!


Primeiramente, eu gostaria de avisar que essa história é divida em duas partes, portanto, uma postagem hoje mais cedo e outra hoje mais tarde, pra poder recapitular calmamente os acontecimentos ocorridos nesse meio tempo.
E então, começamos a nossa viagem, e pela amostra parece que vai bombar!!!Vamos retroceder ao dia anterior quando a Anie, minha caçulinha, encerrou suas férias em Porto Velho e retornou a Brasília, onde cursa Arquitetura e Urbanismo no CEUB, que segundo ela é na verdade Arquiloucura e Torturismo.
Tudo normal? Normal seria, se ela tivesse uma mãe normal, dona de casa de preferência, um pai normal, que lê o jornal aos domingos e que nunca pôs os pés pra fora do quintal,mas além dos pais um tanto quanto excêntricos e aventureiros, a coitada ainda faz um curso de gente doida e aparentemente tá viva até agora, já é um grande avanço eu garanto. Mas, tenho a leve impressão que deixei essa menina cair de cabeça, só pode, pedi pra ela com aquele jeitinho que só mãe tem: “Anie, o que você está fazendo?” Ela retira o livro do rosto e diz: “”Nada” Eu finjo não perceber o tijolo de adobe que ela chama de livro e digo: “Ótimo, então já que você não está fazendo nada, enche o pen-drive do seu pai, com a seleção de músicas que tem no meu computador.”





Pedido feito, pedido aceito certo?! Errado, a menina até que não foi das piores fez tudo o que eu mandei, porém o pen-drive era tão pequeno que com medo de perder, ela guardou no bolso, genialidade a gente vê por aqui, enfim ela foi embora pra Brasília com o pen-drive muito bem guardado, acho que se eu tivesse mandado ela engolir provavelmente o resultado seria o mesmo, eu ficaria na mão do mesmo jeito, mas pelo ela teria que ir no médico fazer uma lavagem estomacal. Que horror, né?! Pensem bem, eu só pensei em mandar ela engolir, não mandei de fato! Créditos pra mim. Lá se foram 2.500 músicas que seriam ouvidas durante todo o percurso que começou em Porto Velho-RO passando pelo Acre, entrando no Peru, atravessando a fronteira para o Chile, com uma parada estratégica em San Pedro do Atacama, atravessando para a Argentina e chegando no Paraguai quando, finalmente, estaremos retornando ao Brasil por Ponta Porã até Campo Grande-MS, terra onde vivi minha infância e parte de minha adolescência, “adolescência”, é por vezes uma fase da vida tão irritantemente e irritante que devia ser um palavrão respondente a p***a ( Eu sou uma lady, não falo palavrões em voz alta, salvo raras excessões no trânsito de Porto Velho, mas daí nem o papa né?! Desculpa, esqueci que não existe mais um papa, falha minha), enfim guardo no coração um enorme carinho por esse lugar e no bolso uma bomba pra explodir tudinho! Brincadeirinha, o terrorismo só é perdido com filhos mais jovens, maridos e netos.
Mas, voltemos ao dia de hoje. É claro que tive que adquirir outro pendrive e regravar todas as músicas que eu queria. – Tem um ditado que diz - ¨Se quiser bem feito, faça você mesmo!! Mas valeu a pena, gravei só o que eu queria!!!






Malas prontas, coração acelerado, motos roncando e.... Cadê a chave do carro?? Procura, procura, procura e nada... Abdiel decide então entregar a cópia que ele iria manter consigo em caso de necessidade. Detalhe: essa cópia foi guardada no dia anterior e a chave que SEMPRE esteve em sua mão era a que procurávamos...Fico me perguntando se o erro tivesse sido de qualquer um menos do Abdiel, acho que essa pessoa teria sido feito uma grande pira no quintal e se juntado as grandes bruxas da inquisição.Mas o importante é que colocamos o carro na estrada e juntos fomos para o Posto do Roque onde o nosso amigo, especialista em ״carro de apoio" – HAROLDO LEITE- nos esperava. Por sinal, muito pontual!!
Pontualidade que faltou ao BESSA, o colega que decidiu na véspera fazer parte da equipe, pelo menos até Cuzco. Esperamos, esperamos, esperamos, esperamos eu já disse que nós esperamos bastante?! Daí eu resolvi bater um bolo e fazer um cafézinho e depois que todo mundo comeu e tirou um cochilo, o Abdiel resolveu ligar. Conclusão: ele estava em frente a sua Agencia Bancária esperando as portas abrirem – coisa que só aconteceria as 9h da manhã. Sob pressão o coitado resolveu desistir da empreitada e, sob a promessa com a mão no coração que nós não iamos deixa-lo nem mendigando e nem passando fome em Cuzco( como eu ainda estava extremamente sentida pela loooooonga espera,sem satisfações, não prometi nada em relação ao emprego de criador de alpacas e lhamas que eu tenho guardado pra ele quando nós chegarmos lá), finalmente, ao encontro dos demais integrantes desta aventura.
Resolvido o problema, cada um em sua posição foi dado a largada – a primeira moto se posiciona e, logo em seguida o Abdiel, cumprindo o que acredita ser sua missão divina, assume a liderança e logo atrás o Bidinho coloca a sua moto em ponto de partida e ....ouve-se ao fundo um fraco gemido de um motor que se recusa a funcionar. Paralisados todos esperam a segunda tentativa e...NADA. A bateria decidiu não trabalhar mas, como somos pessoas de muita sorte, a pane aconteceu em frente a uma Auto Elétrica cujo dono, encantado com as máquinas, se prontificou em ajudar e dar uma carga de animo à bateria que, depois do choque que levou resolveu voltar a trabalhar. Gente, tinha que existir uma a alma caridosa nesse mundo depois de tanta macumbada, vou te contar, tava quase fazendo uma promessa pra São Longuinho, pra ver se ele achava pra mim o rumo da estrada, cogitei até em trocar os três pulinhos por um pulo de paraquedas , mas meus filhos que já não me acham a mais normal das mães, iam me interditar eu tenho certeza! Ah, paraquedas querido, fica pra próxima!





Enfim, pegamos a estrada rumo a Epitaciolândia - Acre – Divisa entre o Brasil e a Bolívia. Agora sim, a adrenalina estava a mil!! O dia amanheceu nublado, com muitas nuvens carregadas fazendo com que a temperatura estivesse muito agradável, o que permitiu que a nossa viagem rendesse muito bem e recuperássemos parte do tempo dispêndio no inicio.
Passando Vista Alegre do Abunã paramos na beira da estrada e colocamos nossas capa e já protegidos entramos na chuva – QUE DELICIA – percorremos uma longa distância com a água caindo de mansinho!!!
Na divisa entre Rondônia e Acre passamos pela primeira vistoria e não teve conversa, tivemos que abrir as maletas e mostrar, com certo detalhe,o que carregávamos e – olha que nem a barba branca e comprida do Abdiel os intimidou, ao contrário, adoraram esmiuçar as coisas que ele transportava.!!! Acho que de alguma forma eles quiseram provocar, aquele tipo de afronta que só se faz com quem em tese pode mais do que você, do tipo “É tiozão vai viajar de moto é?! Se a gente não achar nenhum bazeadinho aqui, pelo menos vamos revirar tanto as tuas coisas que tu nunca mais vai achar uma cueca limpa!”












Alguns quilômetros adiante, com o olhar no retrovisor, constatamos que os demais integrantes não apareciam em nosso campo de visão – O que teria acontecido?!?! Não se esqueçam que estamos sempre a alguns quilômetros à frente dos demais – Cumprindo a missão divina já mencionada anteriormente!!! Alguém, (eu não sei quem, porque soubesse eu matava) disse pro meu querido marido que ele era “Super- Homem”, e o pior de tudo: ELE ACREDITOU! Fardo meu, das três uma: Ou eu conto pra ele que na verdade ele é um vovô normal de 60(s) anos, ou eu arrumo uma criptonita daquelas, pra mostrar pra ele, que ele tem pontos fracos, ou a melhor das opções eu amarro a FDP da pessoa que contou pra ele essa baboseira toda e faço dela minha escrava pra sempre! Ainda, assim seria pouco, pobre marido, levou a história tão ao pé da letra que tenho certeza que qualquer dia desses vou pega-lo pulando do telhado na certeza de que vai voar. Lembre-te: Comprar uma cama elástica fingindo que é pros meus netos, todo mundo mundo vai sair feliz, e eu vou ficar bemmm mais tranquila.
Esperamos na beira da estrada e NADA.... Decidimos voltar e averiguar os fatos? O pedal de apoio da Harley soltou uma mola e ficou arrastando do asfalto obrigando o Abdielzinho a parar no acostamento. Rapidamente o problema foi solucionado tendo como mentor o Super Abdiel pai!!
Voltamos à estrada e finalmente, já no final da tarde chegamos ao nosso destino!! Amanhã continuamos nossa aventura, Pretendemos dormir em Porto Maldonado – Peru, antes, porém, vamos a Cobijas – Bolívia comprar umas bugigangas!! Boa noite!!





quarta-feira, 25 de julho de 2012

FINAL DE UMA AVENTURA

Um dia no parque
Travessia no Ferrie
Saimos de Vancouver em direção a Victoria, conforme disse a vocês na minha outra postagem. Ficamos um dia percorrendo as ruas da cidade e curtindo sua beleza. No outro dia saimos em direção a Seatlle, nossa última parada. A maioria do percurso foi feito dentro de um ferrieboat e o restante do percurso - 60 milhas, tivemos que atravessar um transito muito pesado, estressante e que nos levou de volta ao Hotel onde estavamos hospedados anteriormente.
Flores de um jardim maravilhoso
Chegamos as 15:30h e as motos tinham que ser devolvidas até as 16:00h o que levou o pessoal a sair correndo da porta do Hotel onde nos deixaram e assim conseguiram cumprir o compromisso assumido.

Abdiel e os amigos cruzando a Cordilheira

Nosso Hotel em Victoria
Saimos para jantar no ¨Out Back¨, um restaurante quase colado com o Hotel e onde fizemos a nossa despedida do grupo. Todos estavam voltando para Minas Gerais, somente eu e o Abdiel ainda continuariamos nos Estados Unidos. Fizemos um pacote de 03 (Três) dias completos em Nova York pra matar a saudade!!!
Novos caminhos e  pontes ainda a atravessar
Como a nossa estada lá já não envolve motos, estamos nos despedindo de vocês e esperando contar com a presença de todos no nosso próximo destino, que a principio deverá ser um retorno a ¨San Pedro de Atacama¨, deserto do Chile, onde estivemos há quatro anos, mas que agora pretendemos percorrer outros caminhos que nos levarão a essa cidade incrivel, incrustada no meio do deserto e que se confunde com ele.
É dificil descrever o que foi essa viagem às Montanhas Rochosas do Canadá . As paisagens. como vocês viram pelas poucas fotos de postei, são inesqueciveis e, podem ter certeza, valeu cada dia que tivemos a benção de percorrer esses caminhos.
Tenho fé em Deus que novos caminhos iremos desvendar e pelo tempo cronologico que dispomos daqui para frente, não podemos perder tempo porque o que se leva desta vida é a vida que vivemos e ela tem que ser intensa!!!! F I M

NOSSO DIA EM VANCOUVER E WHISTLER

Em Whistler recebendo instruções
The Mutchart Garden
Como eu disse ontem, a nossa estada em Vancouver foi muito rápida e, ainda assim, tivemos tempo de procurar a nossa antiga escola e isso nos emocionou porque achavamos que nunca mais pisariamos nesse chão e a vida nos deu uma nova oportunidade de voltar a esta terra maravilhosa.
Falei a vocês sobre os Totem e sobre o ¨The Mutchart Garden¨ e hoje vou mostrar a vocês a beleza desses lugares.
Saimos de Vancouver logo pela manhã e seguimos para Victoria, última cidade do Canadá a ser visitada pelo grupo e por sinal, a capital do país. A travessia foi por um ferrie - aquelas balsas enormes, com bares, shopping e outras tranqueiras a mais. 

Totem

A cidade apesar de ser a capital é pequena, tipo do interior, e muito linda. Suas praças, ruas e lojas encantam todo mundo. Tem gente circulando por todos os lados. Turista por toda parte (inclusive nós).

O Hotel é magnifico, um dos maiores que nós ficamos nesse período.

Um momento para o descanso

Nunca mais falei sobre o grupo que nos acolheu e hoje, já chegando ao final, posso afirmar que tivemos muita sorte. O pessoal é muito simpático e nos afinamos com todos, sem distinção e, claro, recebemos convite para visitar BH e reve-los. Vamos ser recebidos com muito pão de queijo e carinho.
  
Estrada tombada pela UNESCO

No dia seguinte saimos para o nosso último trajeto - SEATLLE - onde tudo começou.
Dessa parte eu conto depois e as fotos de Victoria também vou postar depois.

Beijos a todos. 



RETORNANDO A WHISTLER 15 ANOS DEPOIS

Entre Kanloop e Whistler
Saimos de Kanloop logo pela manhã e seguimos em direção a Whistler, uma estação de esqui, próximo a Vancouver. Em 2010 os jogos olimpicos de inverno foi nessa estação e em razão disso ela passou por muitas reformas e que a deixaram mais charmosa do que quando ali estive em 1997.
Acho que, na verdade, ela fica melhor coberta de neve, mas sempre tem uma beleza diferente para se apreciar. Como fiquei sem bateria na minha máquina acabei batendo algumas fotos no meu celular e agora não consegui baixar porque o itunes pede uma senha, enfim, as fotos do alto da montanha ficam pra depois.
Contemplando o belo
No verão o esporte praticado nas várias estações é pedalar montanha abaixo. As gondolas estão repletas de bicicletas e muitos jovens já descendo as encostas em grande velocidade.
Passamos apenas uma noite na estação. O dia estava muito quente, apesar de que na parte mais alta da estação ainda existia neve e que serviu para brincarmos uns com os outros.
Agora já estamos cada vez mais nos aproximando do final da viagem. A próxima cidade já é Vancouver, onde estudei ingles por 2 meses e o Abdiel morou por 6 meses. É, sem dúvida, uma cidade muito bonita!!
Uma promessa de amor
Assim que chegamos, como ainda era muito cedo, fomos visitar o ¨Stalen Park¨ onde a tradição e as raizes indigenas estão representadas pelos ¨Totens¨ de mais de 10 metros de altura.
Mount ¨Robson Park¨ a maior do Canadá
Dali fomos conhecer o ¨The Butchart Garden¨ um lugar muito especial, coberto de flores por todos os lados e onde passeamos com muito prazer. Tem flores de todas as partes do mundo, inclusive do Brasil.
Enfim, fomos para o hotel descansar um pouco porque logo mais iriamos jantar na Torre ¨Harbor Center¨ no restaurante giratório e aproveitar para comentar um pouco do nosso longo dia.
Amanhã eu conto a vocês a nossa estada em Vitória-Canadá.

sábado, 21 de julho de 2012

A BELEZA DA NATUREZA

Depois de alguns dias ausentes eis que retorno e passo a informar vocês do nosso paradeiro, hoje, finalmente, estou tendo um tempo para contar um pouco mais da nossa viagem.


Athabasca Glacier
Da última vez comentei com vocês sobre Jasper e nesse caminho tivemos a oportunidade de conhecer lugares impressionantes!!

O primeiro espetáculo da natureza que nos deparamos, numa das curvas da estrada, foi o ¨Athabasca Glacier¨, uma geleira de neves eternas e onde fomos de ônibus para conhecer de perto.

Depois, poucos quilômetros à frente, encontramos uma cachoeira maravilhosa - ¨Athabasca Fall Canyon¨ onde desfrutamos de uma caminhada entre esses canyons e onde podiamos ficar bem próximos da queda da água. O lugar é extremamente aprazível!!!

Uma pose na geleira
Nossa estada em Kanloop foi sem muitas novidades até porque a cidade em si não tem muitos atrativos e assim que pegamos a estrada, como já é comum, mais uma vez a natureza se fez presente de forma magnífica.

Paramos para abastecer e nos alimentar num ponto turístico onde se pode apreciar a montanha mais alta do Canadá – Mount Robson Park – lugar onde aproveitei para comprar alguns souvenier para os meus filhos e netos.

Athabasca Falls Canyon
O clima por aqui tem estado bem agradável, a parte mais fria foi em Jasper e, à noite a temperatura cai um pouco, mas nada que possa incomodar. Assim, aproveitamos para caminhar pelas ruas das outras cidades por onde passamos, tiramos algumas fotos, conversamos muito e, sempre que possível, jantamos todos juntos em algum bom restaurante da região.

As comidas aqui são extremamente calóricas e estamos tentando evitar um pouco o consumo desses alimentos e acabamos, quase sempre, pedindo ¨caesar salad¨ que apesar do queijo, pão e molho, ainda é o melhor!!

Athabasca Falls Canyons - entre rochas
O bom do passeio de moto não é chegar às cidades e sim, curtir a estrada, sua beleza, suas curvas e sentir de perto o vento no rosto e ter a certeza que viver a vida é guardar pouco e aproveitar o que a vida tem de melhor e - viajar é um deles!!!

Que vivamos a vida com mais alegria!!!

Beijos a todos.

quarta-feira, 18 de julho de 2012

A CAMINHO DE KANLOOP

Mary, a Canadense
Bom, como eu disse a vocês ontem, decide não postar nada, mas isso ocorreu por um motivo bem justo. Após chegarmos no Hotel, em Kanloop, decidimos ir a uma loja da Harley-Davidson porque alguns integrantes do grupo precisavam fazer algumas compras e, inclusive, consertar a moto.

O tempo começa a mudar

Nós, mulheres, fomos ver as novidades, especialmente em materia de roupas. Eu não comprei nada, como sempre, mas me diverti vendo a compulsão que algumas pessoas tem em comprar, comprar e comprar. Parece algo insaciável!!!
Para contemplação
Quando retornamos ao Hotel a recepcionista nos arranjou um lugar reservado, acho que era a área do fumantes e lá nos fomos nos reunir, beber, conversar e comer. Imaginem a confusão que se formou, todo mundo falava ao mesmo tempo. Parecia um mercado livre!!! Até que o cliente do quarto ao lado resolver fazer uma reclamção na portaria e fomos todos obrigados a nos comportar ou nos recolher em nossos aposentos. É claro que rolou uma bebida besta. A maioria extrapolou e teve dificuldade de levantar cedo no dia seguinte, (eu inclusive).
Grupo animado
 Ah, vocês lembram daquela Canadense que se encantou com o grupo (claro que com algumas particularidades). Pois bem, ela realmente apareceu em frente ao Hotel no dia seguinte pela manhã e toda equipada. A bandida estava linda!! Vocês acreditam que ela é motociclista e também tem uma Harley?? Acho que ela vestida daquele jeito realizou a fantasia dos homens que ficaram boquiabertos olhando para a figura quando ela apareceu.
Um momento para o amor
Para a tristeza deles, ela ficou conosco só por 20Km e teve que retornar porque esqueceu de abastecer a moto e depois de cruzada a entrada o Park Nacional que iriamos atravessar ela só encontraria um local para completar o tanque e isso ficava a 85Km. Para a infelicidade dos machos ela foi embora.
Atravessamos o Parque Nacional cruzando por viadutos que foram construidos apenas para a passagem dos animais (corredor ecológico) e tivemos a oportunidade de contemplar paisagens exuberantes e fomos conhecer uma cachoeira maravilhosa!!! Eu vou confessar a vocês - Nenhuma fotografia consegue retratar a grandeza de um lugar, principalmente quando é registrado por amadores como eu.
Jasper é uma cidade muito bonita, pena que daqui para frente não teremos mais nem um dia livre para conhecer a cidade, portanto, como lembrança ficaram as fotografias.
Saimos de Jasper rumo a Kanloop onde chegamos no final da tarde e, sinceramente, não há nada de especial para se conhecer, apenas passamos a noite e por não ter nada pra fazer é que ficamos bebendo no próprio Hotel.
Hoje, saimos de Kanloop e estamos em Whistler, uma estação de esqui que tive a oportunidade de conhecer a 15 anos e que agora não reconheço mais.
Sobre este assunto eu falo amanhã.

Uma parada para descansar

Apenas como observação, desde que saimos de Banff a temperatura mudou completamente e antes de chegarmos em Jasper o frio já incomodava. Tivemos que mudar completamente nossas vestimentas e com tantas mudanças de temperatura algumas pessoas acabaram ficando com problemas de garganta. 

Por hoje é só. Fiquem com Deus. bjs